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ELEIÇÕES NO BRASIL E O DIREITO DE VOTO FEMININO

Foto do escritor: Verbo Por Elas
Verbo Por Elas
20 de ago. de 2018
2 min de leitura

Atualizado: 20 de ago. de 2018


O período eleitoral se aproxima, mas muitos ainda desconhecem a história do direito de votos democráticos nacional.

Foi durante o período do Brasil colônia que surgiram as primeiras eleições, que datam de 1532. Surgiu a partir de uma necessidade de Portugal, que precisava oficializar a ocupação das terras brasileiras. Como prática de organização das vilas de São Vicente (litoral de São Paulo) e Piratininga (cidade de São Paulo), foram eleitos os primeiros governadores, acompanhados de seus vereadores.

A primeira Constituição Federal Brasileira surgiu em 1824, outorgada por Dom Pedro I, que assumia seu papel de imperador na época. Criaram a Assembleia Geral, composta por Senado e da famosa Câmara dos Deputados, eleitas por súditos do Império.

O primeiro voto presidencial ocorreu em 1881, mas não aconteceu por meio de eleição direta. Em 15 de Novembro de 1889, graças a “Proclamação da República do Brasil”, Deodoro da Fonseca assumiu o posto de presidente em um governo provisório.


E quanto a participação do povo? Até o início do século XX, o direito de voto era exclusivo de homens ricos. O direito de participação de voto – independente de raça, cor, classe ou gênero – nas eleições em diversos países aconteceu após múltiplas lutas sociais, e suas ativistas ficaram conhecidas como “sufragistas”. A Nova Zelândia (1893) e a Finlândia (1906) foram os primeiros países a reconhecer este direito as mulheres. Já na Grã-Bretanha, o direito foi reconhecido após a Primeira Guerra Mundial.


O Equador foi o primeiro país latino-americano a reconhecer o direito feminino de voto, no ano de 1929. No Brasil a conquista veio no ano de 1932 – apesar de Celina Guimarães Viana ter sido registrada como eleitora, no Rio Grande do Norte, em 1927-, sendo consolidado dentro da Constituição de 1934. O que poucos sabem é que o Brasil poderia ter sido a primeira nação do mundo a aprovar o sufrágio feminino, já que nossa luta se iniciou em 01 de janeiro de 1891, mas a proposta foi recusada pelo conselho.

Nestas eleições, vote consciente. Desfrute e não desperdice esse direito que foi conquistado com nosso esforço. Vamos seguir juntos por um Brasil melhor.


Quezia Barbosa.


Fontes:


 
 
 

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