Feminicidio: Uma a menos

Hoje, madrugada do dia 1 de setembro, eu deitada, rolando o feed para me atualizar antes de dormir, quando me deparo com uma notícia de um portal bem conhecido, MAIS UM FEMINICÍDIO. Meu coração se entristeceu ainda mais quando li a matéria, cujo título era “Comerciante é preso suspeito de matar a namorada por ciúmes de conversas no celular, em Goianira”, nessa hora comecei a pensar em todas as minhas amigas que estão em um relacionamento com um cara que tem muito ciúmes, como se fosse super normal que elas se afastem de amigos, briguem com a família, parem de sair sem ele (mesmo que seja pra comer um lanche), mudem seu comportamento para passar despercebida em qualquer lugar, afinal “ela tem dono” não é mesmo?! Não, isto está errado! Estar em um relacionamento não é ser propriedade privada do outro, alguma dessas coisas acontecem no seu relacionamento, fique atenta, você pode estar em um relacionamento abusivo, é um relacionamento abusivo.
“ Dos 4.762 assassinatos de mulheres registrados em 2013 no Brasil, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que em 33,2% destes casos, o crime foi praticado pelo parceiro ou ex “ informações tiradas do site: http://dossies.agenciapatriciagalvao.org.br/violencia/o-papel-da-imprensa/
O feminicídio não é só sobre assassinato, é também sobre posse e sobre submissão, é sobre a sociedade que nos objetifica a séculos (vide os corpos nus das pinturas clássicas ou os comerciais da Skol 2009), sobre quererem nos contestar como bonecas para seus prazeres, é sobre diminuir, sobre apagar e sobre nos matar. Para além do pessoal, É CULTURAL. E que cultura vergonhosa, o Brasil está na 7ª posição entre as nações mais violentas para as mulheres de um total de 83 países, mas nem precisaríamos de muitos dados para notar isso, o que apenas reforça o quão difícil é ser mulher ainda, e ter que ver pessoas que nunca sentiram nossas dores, querendo dizer onde dói ou não dói.
Texto: Camila Sassati
Foto: Agência Patricia Galvão
.png)



Comentários