KATHERINE JOHNSON: DA MATEMÁTICA PARA A HISTÓRIA
Atualizado: 31 de ago. de 2018

Como estudante e grande admiradora de tudo aquilo que corresponde a natureza – única, como apenas ela consegue ser -, a nossa galáxia e planetas vizinhos são o que mais me chamam a atenção. Só de pensar que haveria a possibilidade de conhecer ou tocar em outro solo (além do terrestre) é algo que me fascina!
Durante a década de 60, em meio a cenários de conflito, segregação e a chamada “guerra fria”, o ser humano também deu grandes passos em sua história cientifica. O que muitos não sabem é a respeito do papel de uma cientista em especial, Katherine Johnson, reconhecida pela NASA como um dos elementos de honra em sua história.
Nascida em 26 de agosto de 1918, na cidade de White Sulphur Springs, Virginia (EUA), Katherine Coleman Goble Jhonson – mulher negra – sempre foi um grande destaque em sua vida acadêmica, concluindo o ensino médio aos 14 anos, formando-se na faculdade aos 18. Era tão habilidosa com a matemática avançada que logo despertou interesse da NASA, sendo convidada para atuar como um “computador” (antes mesmo da existência de computadores eletrônicos na forma como o conhecemos hoje), aos 35 anos, realizando contas complexas a mão. Até aquele momento, tal posto era direcionado apenas a mulheres brancas.
Foram 33 anos de atuação dentro da NASA, diversas conquistas, superações e méritos por seus esforços, colaborando também para o planejamento e desenvolvimento de um dos projetos mais conhecidos no mundo da astronomia: o projeto Apollo 11. Foi uma luta constante contra a segregação racial presente dentro da instituição, colocando em risco a sua carreira. Nada foi em vão, e seu respeito só aumentou.
Em 2015, Barack Obama concedeu a Medalha Presidencial da Liberdade, como reconhecimento. Em 2016, foi representada por Taraji P. Hanson no filme “Para Além das Estrelas”. Em 26 de agosto de 2018, Katherine completou 100 anos de idade.
- QB.
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